Minhas 48 hs em Pequim!

Confesso que a China era um país que não imaginava que iria conhecer recentemente. Nunca esteve nos meus planos imediatos de viagem, mas quando decidi que estava na hora de conhecer a Tailândia e Pequim poderia ser uma possível conexão…por que não?

Assim que soube que os brasileiros são isentos de visto durante 72hs em terras chinesas, não pensei duas vezes. Estava vindo de um voo de 10hs de Paris e ainda outras 11hs direto de SP, mas a vontade por novas experiências era tanta que o cansaço não me pegava. Cheguei em plena primavera, em um dia de Sol ameno e lá estava eu, numa terra totalmente desconhecida, viajando sozinha e tendo a total noção que a maioria das pessoas não fala ou entende o inglês.

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Peguei o trem que sai direto do aeroporto e fui direto para a estação Dongzhimen e depois continuei para a minha parada em Zhangzizhonglu. Realmente não é tão fácil a locomoção com esses nomes, cheguei bem até a estação correta, mas não conseguia encontrar o meu hotel depois. Parei duas jovens chinesas no meio de uma esquina e pedi ajuda, foram gentis e jogaram o endereço do hotel no super waze chinês de caracteres indecifráveis e pronto…é logo ali, disseram, só continuar na ruela de terra e estará lá. Ok….puxando a mala, mochila, bolsa, mas estava feliz da vida.

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Não perdi tempo, fiz o check-in e logo já estava de volta ao metrô para seguir direto à Cidade Proibida, que em chinês se escreve: 紫禁城 O lugar é realmente incrível, o maior palácio do planeta e que serviu como residência do Imperador por 5 séculos, além de toda a sua família, oficiais e empregados. Uma verdadeira cidade murada e que qualquer um que não fosse permitido de entrar e o tentasse fazer, estava sujeito a execução.

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Dei uma volta nos arredores do palácio pra conhecer um pouco mais da vida local e entrar nas “lojinhas” de comidas típicas, que eu adoro. São tantos aromas e sabores inusitados que fica difícil de descrever. Como eu tinha pouco tempo na cidade, não podia demorar muito em cada atração. De lá, resolvi ir até o mercado das Pérolas, é um grande mercadão de produtos chineses dentro de um lugar fechado que tem de tudo, desde joias, capinhas e carregadores de celular, até as famosas bolsas by Chanel, Prada, etc… made in CHINA! Confesso que eu quis saber mais como eram feitas e fiquei em um longo papo com o vendedor. Ele passava isqueiro nas bolsas pra eu ver que não eram de plástico e que sim, eram feitas nas mesmas fábricas das grandes multinacionais, será? Final do dia, cansada, me entreguei a um dumpling de vegetais e chá geladinho. Uma delícia!

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Zǎoshang hǎo, Beijing! Espero que esteja escrito Bom Dia, Pequim!!! Hahaha Bom, hoje era o dia de conhecer a Grande Muralha, por que ir até o outro lado do planeta e não chegar perto dessa grande escultura arquitetônica seria uma afronta. Eu tinha pouco tempo, pois meu voo para Bangkok sairia no final do dia, mas resolvi arriscar. Antes da viagem eu havia pesquisado muito na internet as dicas de como chegar até lá sem grupos fechados para turista (eles são ótimos, mas os horários não batiam com os meus). Às 6 da manhã já estava na praça próxima à Deshengmen Arrow Tower, tentei ter certeza se estava no lugar correto, mas a verdade é que não havia ninguém que me entendesse. Dezenas de ônibus na praça e consegui achar o que procurava. As horas se passavam e nada de partirmos. Tive a brilhante ideia de levantar no ônibus e perguntar se alguém falava inglês, uma Koreana muito simpática disse que entendia uma pouco e perguntei o por quê de não termos saído ainda. Me explicou que o ônibus só sai quando está cheio e não havia um horário certo pra isso. Comecei a me preocupar…. e meu voo?

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Depois de mais uma hora finalmente partimos rumo a Badaling, a porção da Muralha mais próxima da cidade. Lembrando que a Grande Muralha foi construída a partir de 221 a C para proteger o Império Chinês contra ataques futuros e em 2012 foi divulgado que mede aproximadamente 21000 km em sua totalidade. Continuando minha aventura, uma chinesinha de uns 17 anos e que não parava de rir se sentou ao meu lado e começou a puxar papo. Ela estava fazendo curso de inglês e queria treinar. Perfeito! Encontrei minha parceira de passeio à muralha. Ela queria conversar e eu precisava urgentemente de alguém que falasse chinês e me entendesse, pra me ajudar. Combinei que eu tiraria fotos dela e ela as minhas e depois de 70km de viagem estávamos lá.

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Ela me auxiliou na compra do ticket e já de cara fiquei impressionada, é tudo muito extenso! A entrada do lugar é bem cuidada, tem um mini zoo com ursos famintos e logo pegamos um pseudo trenzinho à la Disney para subirmos. Tenho que deixar registrada minha constatação, eu olhava para todos os lados e não via um turista ocidental sequer por lá. Não sei se foi a época do ano ou o horário. A verdade é que me senti diferente andando por lá, até me pediram para tirar fotos. Isso foi engraçado! Andei muito, degrau pós degrau, não aguentava mais subir e disse pra minha recente amiga que eu precisava ir embora pois ainda partiria naquela noite para Bangkok. Ela resolveu ir comigo, me deu até parte do lanche dela, uma graça!

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Mesmo com pouco tempo na cidade é possível sim conhecer as prncipais atrações, aprender mais sobre o povo e sua cultura. Foi muito enriquecedor para mim e me fez ter mais vontade de conhecer outras cidades chinesas. Assim que tiver outra oportunidade, incluirei no meu roteiro. Ahhhh…é claro que existem as dificuldades, óbvio que tive que apontar no cardápio aleatoriamente o que eu queria almoçar e torcer pra não vir carne de cachorro, por exemplo, sim, também confesso que os homens chineses são um tanto quanto indelicados por cuspirem no chão a todo momento, mas faz parte da tradição de cada lugar. Temos que respeitar todos os costumes, entender e isso faz com que fiquemos mais ricos cullturalmente. Indico sem pestanejar essa experiência para todos e se puderem, fiquem um tempo maior para conhecerem mais. Viajar faz muito bem e preenche a alma!

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