Pitadas de: CARLOS CAMPINEIRO

Tive o prazer de conhecer o gerente de Alimentos e Bebidas e especialista em vinhos, Campineiro, agora meu amigo, há exatos 10 anos. Naquela ocasião, eu estava participando de um concurso de receitas (Les Chefs), organizado pelo hotel Sofitel em São Paulo. Em outro momento conto mais sobre esses concursos dos quais participei.

Muito educado e cordial, Campineiro sempre nos recebeu (amigos, familiares), em diversos momentos nos restaurantes desse hotel que nos deixou saudades. Suas informações sobre vinhos e harmonizações sempre me instigaram e me levaram a querer conhecer cada vez mais esse maravilhoso mundo enogastronômico.

Em seu recente livro, Harmonização de Vinhos – América do Sul (editora Quartier Latin), conta sobre suas experiências no mundo da Hotelaria, sua paixão pelo vinho e pelas pessoas. Uma viagem deliciosa pelos vinhos e pratos do Chile, Argentina, Uruguai e do Brasil.

“Neste livro, ofereço recursos que motivarão as pessoas, amantes do vinho ou não, a serem mais felizes nos seus momentos de comunhão consigo mesmo, porque todos já devemos ser felizes pelo simples fato de estarmos aqui neste mundo, gozando de perfeita saúde e harmonia, vendo tudo colorido, degustando grandes vinhos e conhecendo pessoas e lugares”.

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Eu e Carlos Campineiro no lançamento do seu livro.

Campineiro tem a formação Sommelier pelo Senac/ Ceatel (1979) é Bacharel em Hotelaria pela Universidade São Marcos (2004). Sua monografia, intitulada A hospitalidade do vinho, recebeu nota 10 e serviu de base para o livro lançado agora. Em 2009-2010 realizou MBA em Hospitality Management em Paris.

Atualmente está no Clube de Campo São Paulo, onde comanda a equipe de Alimentos & Bebidas e é um dos responsáveis pela elaboração da Carta de Vinhos dos cinco Restaurantes estrelados do CCSP.

Serviço | Contatos

http://www.editoraquartierlatin.com.br

carlos.campineiro@ccsp.org.br

E, claro, eu não podia deixar de acrescentar mais inspirações aqui enviadas por ele. Querem conhecer mais sobre a História dos Queijos e informações sobre os principais deles? Continuem lendo e vão descobrir mais esse delicioso Universo!

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Fonte: alemdovinho.wordpress.com

A história do queijo se perde como todas as antigas histórias entre lendas e mitos. Afirma Aristeo, filho da ninfa Cirene e do Deus Apolo, que Amaltea Mãe de leite de Jupiter, deixou derramar leite de suas mamas, o qual coagulou, fermentou, e se tornou queijo.

A outra lenda deve-se aos pastores de cabras e ovelhas, talvez a mais coerente,que um deles após ordenhar seu rebanho, um dia deixou por acaso o resto de leite ao ar livre, o que transformou o leite pela ação dos germes, coagulou e fermentou formando uma espécie de queijo.

Existem varias citações sobre a origem do queijo, até na Índia, onde as vacas representavam as nuvens e o pastor o sol, é talvez o indicio mais antigo sobre o leite coagulado e da gordura do leite.

A grande revolução do queijo ocorreu com a ajuda dos conventos religiosos, confirmados por muitos documentos. Em 1427 já se produzia boa quantidade de queijos em Firenze na Itália, graças aos monges Chiaravalle.

Napoleon foi o responsável pela legalização da industria queijeira na França, foi ele que oficializou as DOC dos queijos. Mais tarde, Louis Pasteur, com a descoberta dos micro-organismos e a pasteurização contribuiu sobremaneira para o sucesso dos mais de 500 tipos de queijos existentes no mundo de hoje.

QUEIJO REBLOCHON

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Fonte: http://culturesofcorruption.com/?p=101

Originário da região da Savoie França,queijo de pasta branda prensada com sabor muito delicado e muito intenso.

Seu nome vem do verbo Francês reblocher, que significa ordenhar a vaca pela segunda vez.

No passado os pastores da região, tendo de tirar o leite para ser entregue a seus patrões, usavam de uma artimanha muito especial, deixavam um pouco de leite nos úberes das vacas, e mais tarde as ordenhavam pela segunda, o leite desta segunda ordenha era sempre mais gorduroso, com este leite eles produziam o Reblochon.

QUEIJO BRIE

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Fonte: http://www.roxilla.co.za

Um dos mais famosos queijos da França, com pasta branda não cozida, mantecosa e cremosa pouco aromático com tendência picante é produzido com leite de vaca integral. Existem no mudo vários tipos de Brie, uns com  mais ou menos sabor acentuados.

O queijo Brie é produzido numa pequena cidade do mesmo nome a leste de Paris, entre o Sena e o Marne (rios) A técnica de preparação é similar ao Camembert. Sua maturação se dá de dentro para fora, ou seja, o desenvolvimento do fungo vermelho Bacterium Linens, e o branco pinicillium Camemberti, é um queijo com duração não muito longa, deve ser consumido logo após sua finalização, para não sofrer alteração.

QUEIJO ROQUEFORT

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Fonte: http://www.worlds-best-recipes.com

Queijo elaborado com leite  de ovelha, é junto com o Gorgonzola, um dos mais famosos queijos com pasta azul do mundo, e que possui denominação de origem controlada desde muito tempo. Leva o nome da localidade homônima na comarca de Saint- Affrique (Aveyron) Roquefort uma zona de colinas e de montanhas da França meridional.

Sua elaboração é bastante complexa graças as condições das grutas (caves) naturais nas quais é produzido. É um queijo muito admirado, os Franceses o chamam de queijo do milagre, por seus poderes afrodisíacos, e Giacomo Casanova o considerava eficaz para revigorar amores cansados, e excelente para cativar amores recentes.

QUEIJO  CAMEMBERT

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Fonte: gastronomiabc.blogspot.com

O mais famoso entre os queijos Franceses, originário da Normandia, norte da França, hoje já se produz similares em outras regiões do mundo. Produzido com leite de vaca, é um queijo de pasta branda não cozido, possui um sabor verdadeiramente delicioso, originário da cidade homônima de Camembert no depto. de Orne.

Com linha de produção rigorosa sempre respeitando a tradição, o Camembert é um queijo com vida comercial limitada, por ser muito delicado qualquer alteração em sua conservação leva a sua perda total, pois altera suas características organolépticas (gosto e aroma).

O Camembert foi criado em 1791 pela Mme. Marie Harel que recebeu a receita de um monge a quem hospedou, em mérito de haver difundido um símbolo para a cidade, foi erguido um monumento em 1928 na pequena cidade de Vimoutiers, vizinha a Camembert.

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